Cadê a pele que eu habito?

Este ano não foi nada fácil. Turbilhão de emoções encheram cada minuto  deste 2011. Foram 360 dias de pura inconstância de sentimentos. Caos. Expectativa foi substituída por apreensão e depois mutilação. Desejos remotos foram substituídos pelo aqui e agora. Sobrevivi. Vivi sobre o limite da minha capacidade de ser humana e consegui! Recados foram dados, existências rápidas, interrupção, dor, delírio, esperança, perda e superação. Necessariamente nesta ordem. Depois do breu, amor selado, planos antigos cumpridos, um pouco mais de tranquilidade…

Faltam 5 dias para acabar e eu me encho de esperança…tudo isso foi importante, as cicatrizes vão aos poucos tomando a textura da pele (essa que às vezes me falta, parece que estou exposta no mundo, sem pele), aos poucos a regeneração. Está tudo bem agora.

As minhas pré-ocupações foram modificadas, todas, uma a uma caíram como se desmancha um castelo na areia, ficaram bem palpáveis, como a pele, que às vezes me falta, assim como quando nos queimamos, arde, arde, mas se toca, sente.

Quero mais da vida, mesmo que ela já tenha me dado um filho perfeito, um amor de verdade e pessoas incríveis à minha volta. Quero a minha pele de volta.

A alma já foi lavada, o coração medicado, os olhos abriram, a cabeça em obras, agora a pele, esta ainda me falta…

Este é o meu desejo para 2012, conseguir dar bastante proteção para os meus, e que a minha pele volte para me dar proteção.

Não é pedir muito.

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3 comentários sobre “Cadê a pele que eu habito?

  1. Aniuska, Aniuska…no pouco tempo que convivemos passei a gostar da pessoa e da jornalista. És uma mulher de alma. 2012 te favorecerá, tenho certeza. Este é o meu desejo, que seja um ano muito bom, só de sucessos e muitas alegrias para Aniuska.

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  2. Nikita, tenho certeza que pedacinho por pedacinho tu esta construindo a tua pele. Cada dia, cada projeto, cada sorriso, cada tarefa realizada, tudo contribui para a contrução da tua pele.
    É importante dizer quanto tu é forte, as vezes nossas forças surgem de não sei onde e nos ajudam a reconstruir.
    Te admiro muito, por muitos motivos e qualidades, pessoais e também profissionais. Minha cunhas, amiga, irmã!

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