Anne Tv faz um pouco dos meus dias

Para esta semana longa de feriado de carnaval (são muitos dias para quem não tem bloco, nem viagem, nem folga, nem vontade) pensamos em algumas pautas para a Anne Tv que falassem do mote. Ora, muito clichê? Sim, mas foi divertido. Foram meus dias de carnaval. Risadas com a Neusa Pandolfo gravando no Gruta Azul…risada com o palco subindo e ela falando ao lado do pole dance…sim o cenário estava completo pois falava de erotismo e do tão esperado 50 tons de cinza (que do livro eu não consegui ler mais que 10 páginas) mas…vou pensar se vejo o filme. Risada pra dentro com a revelação dela: “Em 2015, existem mulheres que leem livros escondidos dos maridos”…. ahhhhhhhhhhhhhhh o tempo passa e as pessoas o que fazem? Não evoluem. Ainda existem. Nem todas, claro. Fora a cara de pavor da equipe, para cada gritinho da Neusa, a manhã foi um desfilar na Sapucaí!

Bem, o propósito da Anne Tv é falar abertamente com todas as mulheres, inclusive contar coisas que elas ainda não viram e nem sabiam que existiam, e também ouvi-las. E elas queriam saber sobre o filme. Então nós contamos! No link abaixo vocês podem conferir como ficou a gravação com a educadora sexual Neusa Pandolfo, sem papas na língua!

Bem, logo em seguida, passado alguns dias, fomos gravar com nossa apresentadora, (a top, de bem com a vida, a phina) Márcia Siegmann, consultora de estilo. Outra manhã divertida. Foram maquiagem e sugestões de fantasia que se faz em casa. Do tigrinho ao marinheiro. Dicas para quem não quer gastar mas, quer sair bonitinha no bloco, no clube, na janta com amigos, em casa…As fantasias não precisam ser somente para carnaval, podem apimentar relações também, diz a Márcia! Confere aí no link da Anne Tv!

Olha as dicas de maquiagem…a do esfumaçado eu não sabia fazer…Fácil!

E para terminar, gravamos num serviço maravilha que existe em Porto Alegre, o Disk Manicure…sensacional né? Liga e vem a manicure na tua casa, trabalho, casa da sogra, supermercado…opa super acho que não…mas olhem as dicas das unhas de oncinha, adoreiiii!

Este foi meu carnaval…

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Fé!

ImagemTenho santa Terezinha, tenho Buda, tenho sais,  olho grego, tenho mel, tenho fé. Já fui santa, descrente, insolente, presente, ausente, persistente…tenho fé.

Já rezei. Pedi, implorei, consegui, perdi, encontrei, tenho fé.

Já acreditei em gente, até em quem se dizia gente, pensei diferente, empenhei meus pingentes…sobrevivi à algumas enchentes, tenho fé.

Acredito em anjo, nos meus verdadeiros amigos, acredito no perigo, na viagem, na vertigem, na bobagem, na bagagem, na miragem e também no reflexo, no sexo, no convexo, no sem nexo, complexo…tenho fé.

Eu busco o caminho, o carinho, um ninho…passei por lutos, surgi das cinzas, cavei buracos, tapei com flores, ganhei amores, pudores, dores…tenho fé.

Deixei pra trás, olhei pra frente, busquei presente, sonhei bem alto, deixei pra lá, vem pra cá…tenho fé.

 

Morangos

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O bairro que eu moro lembra muito minha infância. Talvez seja por isso que às vezes sinto um abraço invisível. Explico. Quando pequena tinha uma casinha de bonecas no pátio, feita de tijolos e cimento, com janelas de madeira e telhado de verdade. Ali fiz meu mundo. Como era rodeada de árvores e jardim, pensava que a vida demorava pra passar, que eu nunca cresceria e que as pessoas eram imortais. Quando me sentia triste, era pra lá que eu corria, fazia comidinhas de faz de conta, as bonecas eram penteadas, varria a casinha, me sentia acolhida pelas minhas fantasias.

Hoje quando saio na porta do meu prédio, olho para os lados e vejo muita árvore, vem na memória aquele cheiro morno da tarde e das horas intermináveis naquele pátio, que para mim era tão imenso.

Nas férias de inverno vinha muito ficar com a vó Leda, ela me esperava com morango e merengue,  íamos ao teatro e andávamos de bicicleta alugada lá na Redenção. Sempre sentia saudades da vó quando comia morangos.

Hoje não tenho mais a vó, mas moro na casa que era dela. O cheiro morno das tardes vem sempre, a vida passa mais depressa, enfim cresci e aprendi que as pessoas se vão.

Antes quando me sentia triste, já mais grandinha, corria pra casa da vó, e ela sempre me abraçava. Talvez seja este abraço invisível que eu sinto. Não é triste!

Quando era pequena tinha a casinha, a vó, o pátio, fantasias e bonecas.

Hoje eu como morangos só pra lembrar da vó. E quando fico triste corro pra dentro de mim mesma e vejo que a vida passa conforme a aproveitamos! E que neste verão vou voltar a andar de bicicleta na Redenção!

Pepe, meu cão

ImagemPepe meu cão, mimoso, fiel e escudeiro é uma alegria! E ele é chiclete! Onde eu vou ele está atrás, se vou ao banheiro ele espera na porta, se demoro ele dá uma choradinha, se eu saio pra rua, o mundo dele cai. Mesmo que meu filho não aprove as minhas baldas, eu dou bolachinha com mel pra ele (escondido) e muitas vezes fica no colo enquanto eu trabalho. Pepe chegou para preencher um pouquinho do meu coração que se esvaziou há um ano. Ele consegue que a cada dia um pouco a cada dia, encha de novo!

Talvez, totalmente não preencha, mas se contornar já é muita coisa! Mas acho que sim porque além dele, meu amor, meu filho, meus amigos e minha família também conseguem juntar o que se foi!

O pêlo dele é assim todo malhadinho, uma paixão!

Anne de junho/julho é pra casar!

ImagemA Anne Magazine está boba nesta edição! Fizemos um especial de casamento no mês dos namorados! Enchemos os corações, respiramos fundo e falamos de vestidos, novidades, fotos especiais, mas também das dissoluções dos casamentos, o «até que a morte os separe» é verdade, só o divórcio ou a morte rompe qualquer casamento, não é papinho do padre. Tem a chegada da terceira pessoa na relação: os filhos…frutos valiosos que desacomodam num primeiro momento, mas tão doce quanto a vida! A gente vai falar de mãe também, a Casa de la Madre que foi feita por uma filha que também é uma mãezona…Tem a história de um casal que se apaixonou pela fotografia e são felizes registrando a felicidade dos outros…ahhh, nesta edição estreiamos a coluna sobre moda, Fashion Place, por Fabiane Bondan, jornalista especializada em moda! Falando nisso, tem também um editorial de moda que vem do Rio, cuja criadora é cearense! Ufa! Tem muita coisa, divirtam-se e um quente inverno para todos!

Cadê a pele que eu habito?

Este ano não foi nada fácil. Turbilhão de emoções encheram cada minuto  deste 2011. Foram 360 dias de pura inconstância de sentimentos. Caos. Expectativa foi substituída por apreensão e depois mutilação. Desejos remotos foram substituídos pelo aqui e agora. Sobrevivi. Vivi sobre o limite da minha capacidade de ser humana e consegui! Recados foram dados, existências rápidas, interrupção, dor, delírio, esperança, perda e superação. Necessariamente nesta ordem. Depois do breu, amor selado, planos antigos cumpridos, um pouco mais de tranquilidade…

Faltam 5 dias para acabar e eu me encho de esperança…tudo isso foi importante, as cicatrizes vão aos poucos tomando a textura da pele (essa que às vezes me falta, parece que estou exposta no mundo, sem pele), aos poucos a regeneração. Está tudo bem agora.

As minhas pré-ocupações foram modificadas, todas, uma a uma caíram como se desmancha um castelo na areia, ficaram bem palpáveis, como a pele, que às vezes me falta, assim como quando nos queimamos, arde, arde, mas se toca, sente.

Quero mais da vida, mesmo que ela já tenha me dado um filho perfeito, um amor de verdade e pessoas incríveis à minha volta. Quero a minha pele de volta.

A alma já foi lavada, o coração medicado, os olhos abriram, a cabeça em obras, agora a pele, esta ainda me falta…

Este é o meu desejo para 2012, conseguir dar bastante proteção para os meus, e que a minha pele volte para me dar proteção.

Não é pedir muito.

Reconstrução

Reconstruir-me é o verbo mais conjugado por mim. Todos os dias. Hoje vejo coisas que jamais enxerguei sobre a vida. Minha vida. Antes acreditava em estrela cadente, bater três vezes na madeira e fazer figa. Hoje acredito na respiração. Antes, bem antes achava que se uma coisa desse errado a outra certamente daria certo. Hoje eu sei que nem sempre há equilíbrio e que a corda bamba pode ser nosso caminhar. Se assim escolhermos por este caminho.Nada a comemorar? Nada. Por enquanto…